Projeto de Pesquisa

Pesquisa Científica e Educação Ambiental no Combate à Dengue em Mato Grosso – MT

A dengue é uma doença viral e febril transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. No estado de Mato Grosso, ela representa um desafio recorrente à saúde pública, impulsionado pelo clima quente e chuvoso, que gera sobrecarga sazonal no sistema de saúde, dezenas de óbitos e milhares de casos anualmente.

Com o propósito de combater a proliferação do mosquito e a transmissão da doença, o Prof. Dr. Marcelo Dias de Souza, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade de Cuiabá (UNIC), coordena um projeto que integra pesquisa científica e Educação Ambiental em uma escola estadual da região de Cuiabá. O projeto, em execução há dois anos, conta com uma equipe de estudantes de graduação e mestrado que desenvolve atividades de extensão universitária e pesquisa de campo no ambiente escolar. Essa estratégia fortalece o vínculo entre a universidade e a comunidade, promovendo a formação prática dos graduandos, a qualificação de pesquisadores e ações continuadas de Educação Ambiental com alunos e professores.

O objetivo do projeto é aliar o aprendizado dos estudantes de graduação, por meio da Iniciação Científica, e a formação de mestres em Ciências Ambientais a benefícios diretos para a comunidade escolar. Para isso, a pesquisa monitora os mosquitos vetores por meio de armadilhas instaladas em diferentes pontos da escola para a coleta de ovos e larvas. O material biológico recolhido é analisado para verificar a ocorrência e a distribuição espacial dos insetos, bem como a influência de fatores climáticos na abundância desses vetores.

Um dos objetivos centrais é correlacionar os períodos de maior densidade de mosquitos com os meses de maior incidência de dengue a partir de dados oficiais do DataSUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde), avaliando a correspondência entre o aumento das chuvas, a proliferação dos vetores e o avanço dos casos clínicos.

As coletas concentram-se no período chuvoso, momento em que a proliferação é mais intensa; com o término das chuvas, encerra-se o ciclo anual de amostragem. Paralelamente à pesquisa, a equipe desenvolve ações contínuas de Educação Ambiental e Educação em Saúde. Os próprios mosquitos coletados nas armadilhas servem como recurso didático: com o uso de microscópios, os pesquisadores apresentam ovos e larvas aos estudantes para explicar o ciclo de vida do vetor e a dinâmica de transmissão das arboviroses. Durante as atividades, destaca-se que os ovos podem permanecer viáveis no ambiente por até um ano, demonstrando por que os mosquitos reaparecem a cada novo período chuvoso, mesmo após longas secas.

As ações reforçam cuidados preventivos diários, como a eliminação de água parada em recipientes domésticos e escolares, enfatizando a responsabilidade coletiva no controle vetorial para diminuir os impactos da dengue na comunidade.

Linha de Pesquisa do Programa em Ciências Ambientais: Ambiente e Qualidade de Vida; Monitoramento e Avaliação e Controle Ambiental.

Acesse e saiba mais sobre o programa em pgsscogna.com.br/ciencias-ambientais ou fale com a coordenação via e-mail murilo.macedo@cogna.com.br

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