Projeto de Extensão

Extensão Universitária Leva Conhecimento e Renda à Agricultura Familiar com Cultivo de Plantas Medicinais e PANC 

Promover conhecimento aplicado, incentivar práticas sustentáveis e ampliar oportunidades para a agricultura familiar são alguns dos resultados alcançados pelo projeto de extensão tecnológica voltado ao fortalecimento do Horto de Plantas Medicinais e de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) da Escola Agrícola Municipal Barão do Rio Branco, localizada no distrito de Rochedinho, em Campo Grande/MS. 

A iniciativa é coordenada pela Profa. Dra. Silvia Cristina Heredia Vieira, em parceria com a Profa. Dra. Rosemary Matias Coelho, ambas docentes do Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Uniderp, de Campo Grande/MS. O trabalho conta ainda com a participação de discentes de mestrado e doutorado, além de estudantes de graduação vinculados à Iniciação Científica. 

Iniciado em outubro de 2024, com encerramento previsto para setembro de 2026, o projeto é financiado pela Fundect, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEMADESC e a SEAF, por meio do programa de Extensão Tecnológica para Agricultores Familiares, Povos Originários e Comunidades Tradicionais. 

A ação tem como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos alunos da Escola Agrícola e de seus familiares, promovendo a geração de conhecimento e novas possibilidades de renda por meio do cultivo e do uso sustentável de plantas medicinais e PANC. Ao longo de sua execução, estima-se que aproximadamente 1000 pessoas tenham sido beneficiadas direta ou indiretamente. 

Entre as atividades desenvolvidas destacam-se a reestruturação e a manutenção do horto da escola, a realização de minicursos sobre o cultivo de plantas medicinais e PANC e a produção de mudas pelos próprios estudantes. Como resultado, foram doadas 400 mudas para a ampliação do horto da instituição, enquanto cerca de 500 mudas produzidas pelos alunos foram destinadas à comunidade local. Também foi construído um viveiro com cobertura de sombrite, contribuindo para o desenvolvimento das espécies cultivadas e para o aumento da capacidade de produção. 

Com o objetivo de ampliar o alcance das ações, a equipe promoveu duas oficinas práticas voltada à comunidade de Rochedinho. Uma sobre a produção artesanal de produtos medicinais e fitocosméticos e outra sobre produção artesanal de produtos à base de plantas medicinais, com foco em cuidados pessoais, bem-estar e geração de renda, ambas com o objetivo de fortalecer a integração entre universidade, escola e comunidade. Entre as espécies que mais despertaram interesse dos participantes estão melissa, hortelã, manjericão, alecrim, cidró, capim-cidreira, anador, chanana e hibisco. 

Outro resultado de destaque foi a elaboração de um e-book reunindo informações sobre 41 espécies vegetais, contemplando suas ações terapêuticas e orientações sobre os cuidados relacionados às formas de uso de plantas medicinais e alimentícias não convencionais. O material amplia o acesso ao conhecimento produzido durante a iniciativa e fortalece ações educativas e de extensão. O e-book possui DOI próprio e está disponível para consulta pública. Acesse em: https://zenodo.org/uploads/20030622 

Além dos impactos diretos junto aos estudantes e seus familiares, o Horto de Plantas Medicinais e PANC da Escola Agrícola Barão do Rio Branco tem se consolidado como referência para agricultores familiares e outras instituições de ensino, estimulando a replicação da iniciativa e ampliando seu potencial transformador para além do ambiente escolar. 

Para saber mais sobre o Programa, acesse: pgsscogna.com.br/meio-ambiente-e-desenvolvimento-regional ou fale com a coordenação via e-mail higo.dalmagro@cogna.com.br

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